JOÃO BOSCO ASSUNÇÃO, brasileiro, nascido em 21 de junho do longínquo ano de 1955, na pequena cidade de Ibiá, localizada bem na entrada do Triângulo Mineiro, região do estado de Minas Gerais.
De uma prole de oito filhos de Maria e Alberico, quatro receberam o chamado “dom musical”. Na ordem cronológica: Dora (mesmo timbre de voz que “Inhana”, que fazia dupla com Cascatinha); Edinho (grande cantor de boleros); Terezinha (voz e acordeão), estrela dos pagodes do Alto Paranaíba; Roberto (ouvinte bagunceiro); Tarcísio (esforçado tecladista e tenor de banheiro); Sérgio (ouvinte sentimental); Maria do Carmo (cantora de uma só música, “Besame mucho”) e o rapa do tacho, João Bosco (voz, violão, teclado e compositor de músicas com três acordes).
Em um contexto de autodidatismo e falta de oportunidade em área tão incerta financeiramente, é que ao longo dos anos atrevi nessa incursão nos pentagramas musicais, área tão complexa, em que meu “dom artístico” pouco trabalhado desde antes dos nove anos de idade quando ganhei meu primeiro violão, mantém uma relação conflituosa com a rigidez matemática das estruturas musicais.
Hoje! Colocando essas minhas composições musicais em ordem cronológica, fica evidenciado o amadurecimento do meu entendimento das relações interpessoais e que o resultado dessa incursão deram-me a certeza de que a verdade induzida por uma letra musicada é a simples representação de uma realidade entendida ou idealizada...
Para quem possui os sons melódicos como alimento da alma não existe outro caminho senão o da busca incansável da criação como forma de equilíbrio emocional do ato de viver. Portanto, só posso agradecer ao ser superior o “dom” de poder extravasar de forma escrita ou instrumental minhas emoções.
E, carregando o peso da caminhada nesse plano da vida e na simplicidade dos poucos acordes conhecidos sigo determinado e acreditando que está valendo a pena o desafio.